Erva-príncipe

O nome científico é Cymbopogon, mas quem já provou o chá (fresco ou seco) não se deixa intimidar com latim e deleita-se no que importa: um sabor divinal que lembra o limão mas não se fica por aí. A planta cresce num tufo e dá-se bem com o calor (nem tanto com o frio). É mesmo uma planta fácil de contentar. Pode cortar-se várias vezes ao longo do verão, seja para usar logo ou secar. Para multiplicar é preciso dividir o maciço de raízes. Quem gostar de chá, não viveu enquanto não provou a erva-príncipe.


Alguém pediu canela?

A Lycaste aromatica é a mais recente adição à varanda do 5º andar. As flores têm um perfume tão intenso a canela que devem atrair bicharada de milhas em redor. Ou afugentar, quem sabe. O que é certo é que calor e canela se combinam numa essência que só pode ser a do próprio verão.


A melhor forma de enfeitar uma varanda...

... é com pepineiros! Para o ano pode ser que ponha mais e em todos os vasos. Direcionados para fora do parapeito não ocupam espaço e fazem da horta a varanda mais cool das redondezas. Com aboboreiras também deve resultar.



Do lado de dentro também tem graça. Só espero que os pepinos não caiam - sobretudo que não se esborrachem em cima da cabeça de alguém!



Manjericão verde de folha larga

Este manjericão é fantástico. É uma variedade regional (nº4 no catálogo da Colher para Semear) e há anos que se dá bem com a horta. Sempre fresco, pujante, abundante em folhas, perfume e sementes. Não se queixa do sol, da sombra ou do esquecimento temporário. E dá para tudo na cozinha... se não se assustarem com o sabor cheio de personalidade. Autossemeia-se sem trabalho (guardar sementes também funciona sempre bem). Uma verdadeira prova de que a Natureza faz o grosso do serviço por nós.


Tillandsia em flor

Em poucos dias de borrifadelas diárias com água tanto o Dendrobium como a Tillandsia decidiram investir na floração. É a primeira vez que a Tillandsia dá a conhecer as suas cores, que não sofrem de qualquer timidez.



Mudar de casa sem sair do 5º andar

A horta dos Nabos do Norte teve de sair da Católica, mas não deixou o 5º piso - só que agora mora em duas varandas de um apartamento em Águas Santas (Maia). Com menos vasos mas a mesma vontade de crescer e brilhar ao sol, as primeiras flores a marcar presença são as de orquídea (género Dendrobium). Por trás está pousada uma Tillandsia, uma planta que quase não tem raiz e absorve humidade e nutrientes través das folhas.




Detalhe das flores do Dendrobium:


Detalhe da Tillandsia:

Nada se perde, tudo se transforma

Embora a terra tenha sido toda transportada a saco, a biomassa vegetal (todas as ervas, plantas mortas, raízes, etc) ficou empilhada à espera de ser compostada. Os compostores estão cheios e vão demorar uns meses até conseguir absorver tanto material. Mas como a mudança da faculdade é só no início de 2019, o stress aqui já não aperta. É só deixar a Natureza fazer o que sabe melhor: fechar os ciclos da matéria.


Nabos do Norte no more... pelo menos no terraço da ESB

Hoje foi a grande transumância. Durante cerca de 18 horas todo o conteúdo da horta foi desmontado, ensacado e transportado para novas paragens. 


No final sobrou o espaço, bem mais limpo e praticamente vazio, a lembrar os tempos do início no já distante ano de 2010:

Em Fevereiro, lê primeiro...



Podia ser um ditado popular... não é :-)
E no entanto o inverno é a melhor altura para (re)pensar, planear e aprender antes de fazer. Isso consegue-se conversando, sonhando e, claro, lendo – tudo sem gastar um tostão. Um dos recursos livremente disponíveis na net é este Manual de Agricultura Biológica publicado pela câmara de Terras de Bouro. Cobre a produção de hortícolas "básicos" (batata, cebola, milho, couve...) e dá algumas pistas na vertente animal também (galinhas, porcos, cabras... até abelhas). A secção final cobre os aspetos mais importantes da compostagem agrícola, com boas referências. Não tem aspirações a enciclopédia, mas é o tipo de trabalho que se percorre com facilidade e onde se aprende sempre alguma coisa útil.

Biológico à séria

A Professora Isabel Mourão, da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, coordenou e publicou o Manual de Horticultura no Modo de Produção Biológico que, em colaboração com diversos especialistas para cada um dos capítulos, abrange temas vastos e interessantes como a compostagem e melhoramento do solo, rotação de culturas e, claro, como lidar com pragas e doenças. Algumas informações só interessam para empreendedores à escala comercial (como a certificação, ou a aplicação de etileno), mas hortelões de todos os tipos podem aprender muito com esta obra, dada à estampa em 2007.

Cultivar de inverno




Há épocas do ano em que a jardinagem rende mais dentro de casa. Para dar às saladas uma vibração primaveril basta germinar sementes... e comê-las! Também podem ser cozidas, em sopas, mas os germinados marcam a diferença sobretudo quando se usam crus. O germinador na imagem pode ser comprado aqui (publicidade não paga) e há muitos tutoriais no youtube a mostrar como se faz. Duas dicas: comecem pela alfafa, que é a mais fácil, e passem água todos os dias, para não embolorar. Em dois ou três dias, consoante a temperatura ambiente, já estão prontinhas a comer.

O dia em que comecei a desmontar a horta dos Nabos



A faculdade vai para o Campus da Foz, juntar-se ao resto da Católica Porto. Antes disso todas as plantas e, sobretudo, todo o solo, terão de mudar de poiso. Vai demorar uns meses largos até a peregrinação terminar... desperdiçar é que não é opção.

Tomateiros

A abundância dos tomateiros é difícil de explicar e tem de ser presenciada. Mesmo quando já estão a secar e meias partidas as plantas continuam a dar tomate perfeito e maduro. Não há como agradecer tanta fartura, a não ser partilhando-a.


Fim de verão

O final do verão/início do outono devia ser uma estação à parte. Há tantas coisa a acontecer e tantas coisas boas ficam prontas para comer! A dificuldade é dar vazão. A estrela hoje é a pereira, que deu peras (pera Rocha) pela primeira vez. E são uma delícia.



Ano das melhores maçãs do mundo

Sim, não há que ter medo de assumir: as maçãs bravo de esmolfe são as melhores do mundo. Se o horóscopo chinês incluísse plantas esta estaria bem posicionada para o 1º lugar.
E quem diria que uma macieira dessas num vaso conseguia encher-se de maçãs assim apetitosas?


Vigor aromático

Esta altura do ano não costuma ser a ideal, porque o calor já fez os seus estragos. Mas por alguma razão a verdade é que este ano na horta as ervas aromáticas continuam a crescer com aspeto fresco e primaveril no mês de junho. Um luxo!





Quando o tempo não dá para tudo...

... quem sofre é a horta, que evolui rapidamente para o formato mais genuíno e natural possível (e onde se demonstra que não há herbicidas na horta dos Nabos):

Quinta Musas da Fontinha


A mais inclusiva de todas as hortas comunitárias da região cresce discretamente no Alto da Fontinha, no centro da cidade do Porto. Resulta de uma real confluência de vontades entre vizinhos e embeleza um espaço até aí esquecido. Na Quinta Musas da Fontinha, além das atividades normais como compostagem e partilha de sementes também se encontram espaço e tempo para dinamizar xadrez para miúdos, reparar e reutilizar computadores, ler e partilhar livros e revistas... tudo numa fantástica lógica cooperativa nascida no Espaço Musas, a associação onde a Quinta germinou.

GROWKIT - A campanha de angariação de fundos (crowdfunding) que vale a pena apoiar


Está nesta página uma campanha que merece apoio - e os Nabos do Norte já deram o seu pequeno contributo. Para quem vive na cidade a Noocity permite recriar um bocadinho de campo em casa (sobretudo na varanda), com uma tecnologia que facilita o crescimento vegetal e a poupança de água.

Muito boa sorte à iniciativa! Uma cidade com hortas e jardins é uma cidade com razões para ser feliz.

(Mais) Uma árvore em cada jardim



Nem só de horta vive um hortelão! Quem mora no Porto pode aproveitar esta magnífica oferta do FUTURO - Projeto das 100 mil árvores para aumentar o verde no seu espaço. As árvores são o melhor da Natureza (e não é só pela sombra refrescante durante uma tarde quente de verão...). Basta imaginar que nos transformámos em árvore para sentir que já está tudo bem. Verdade, verdade: se uma árvore é bom, duas ou mais multiplica para melhor.

Inquérito nacional às hortas comunitárias municipais


A associação ZERO acabou de divulgar um inquérito a todos os municípios sobre hortas comunitárias e os resultados são interessantes. Das 135 câmaras que responderam, apenas 59 possuem hortas atualmente mas quase 60 indicaram que pretendem criar essas estruturas no futuro. Se essas intenções se concretizarem, e considerando um total de 308 concelhos no país, Portugal passará a disponibilizar hortas públicas em mais de um terço das autarquias.

O campeão da área convertida em hortas é Guimarães, com cerca de sete hectares, mas Lisboa, Porto e Gaia também já ultrapassaram os 3 hectares dedicados à jardinagem urbana. Do total nacional (69 hectares) mais de metade segue as regras da agricultura biológica e quase 100% implementou a compostagem dos resíduos orgânicos domésticos. À laia de conclusão podemos dizer que a auto-produção alimentar urbana veio para ficar. Já era tempo!

Horticultura Social e Terapêutica



A Associação Portuguesa de Horticultura está de parabéns pela organização do I Colóquio Nacional de Horticultura Social e Terapêutica, que teve lugar no Estoril nos dias 20 e 21 de outubro de 2016. Estão agora disponíveis as conclusões e o livro de resumos. Quem não foi e estiver curioso pode igualmente dar uma olhada ao programa. Os Nabos do Norte ficam à espera de um segundo encontro!

Plantações - Calendário simplificado

Sem  querer concorrer com o Borda d'Água, os Nabos do Norte também disponibilizam uma tabela de plantações num enquadramento de Noroeste português. É simples, e por isso mesmo muito útil para quem está a começar com a jardinagem.

Sementes preciosas

Os Nabos do Norte são ciosos das suas sementes e já têm muitos frasquinhos cheios e rotulados à espera de 2017.

O Outono já chegou...

.... mas a batata doce continua em pleno de atividade, como se a Primavera não tivesse fim!

Piripiri todo o ano

Esta variedade não morre no inverno, é colorida e produtiva,  e veio de Trás-os-Montes. Uns visitantes indianos provaram e não ficaram impressionados com o nível de picante. Mas para portugueses "normais" uma baga é suficiente para afastar o diabo...


Dica do mês

A qualidade do solo faz toda a diferença. Quanto mais matéria orgânica melhor! Um solo que recebe todos os anos materiais compostados retém mais água, multiplica a fauna e flora microscópicas fundamentais ao equilíbrio do ecossistema e ainda minimiza o aparecimento de pragas. É por isso que os dois compostores dos Nabos do Norte (gentilmente cedidos pela Lipor) são peça essencial da abundância da horta.


Clima em mudança

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, este mês de julho de 2016 apresentou uma temperatura 2ºC mais elevada do que a média de todos os meses de julho entre 1971 e 2000.


A agricultura é profundamente afetada por alterações de menos de um grau - dois graus pode parecer pouco mas já interfere (negativamente) com toda a produção. Faz sentido que os agricultores e jardineiros façam do combate às alterações climáticas a sua grande bandeira.

Junho é mês de abundância

Nunca esta horta tinha produzido tanta comida! E este ano, pela primeira vez, estão a crescer groselhas também (ver duas últimas fotos).





Regresso à escola

Os Nabos do Norte agora vão regularmente a uma escola primária ajudar a desenvolver uma horta. Andamos todos muito entusiasmados!





No semear é que está o ganho!


Já estão na calha alfaces, pastinacas, melões, courgetes, milho doce, acelgas, pepinos, melancias, feijão verde e múltiplas variedades de tomates e abóboras!
 

Há um nabo novo na horta!

Os Nabos do Norte já são plural: o Joaquim Cunha regressou em janeiro do Brasil e já começou a tratar de tudo na horta! Aqui está ele nas primeiras sementeiras do ano - neste caso, de alfazema. Obrigado Joaquim... as plantas agradecem e festejam o teu retorno!


O milagre da multiplicação

Com duas batatas doces... fizeram-se 16 batatas doces - 4,74 kg!! Era fixe que o dinheiro no banco se multiplicasse 800% em meio ano. Felizmente comida rende muito mais que euros!

Num dia cinzento e de chuva...


... sobressaem ainda mais as tangerinas no pomar solidário da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto inaugurado a 23 de abril de 2015. São mais de 30 fruteiras, para além de ervas aromáticas e trepadeiras, e a sua produção destina-se aos mais carenciados, nomeadamente através da associação Abraço. Parabéns FMUP!


Em boa companhia

Os nabos já não crescem sozinhos: este ano nasceu uma horta comunitária aqui lado, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Às hortaliças e seus hortelãos desejamos todo o viço que merecem!

Erva-príncipe